Bronca da Mercedes nos pilotos

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

 
Tal como nas pequenas guerras entre irmãos, as lutas de poder entre colegas de equipa na Fórmula 1 precisam de pais (ou chefes) assertivos. E agora que acabou o campeonato, a Mercedes revelou a “técnica” utilizada para terminar de uma vez com todas com a guerra entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg, que atingiu o pico no GP Bélgica, quando um toque entre os pilotos logo à 2.ª volta obrigou o britânico a abandonar.

De acordo com a revista britânica “Autosport”, os principais responsáveis da Mercedes ficaram tão enfurecidos que proibiram Hamilton e Rosberg de falar um com o outro ou com alguém da equipa até a Mercedes dar indicações em contrário. Na segunda-feira seguinte à prova de Spa, uma longa reunião traçou o plano para evitar que a guerra atingisse proporções ainda maiores. Só então a dupla de pilotos foi autorizada a voltar a Brackley, sede da escuderia.

Foi então aí que começou uma verdadeira bronca, disfarçado de lição de moral, tal como explicou o patrão da Mercedes, Toto Wolff. “Chamámos os pilotos à fábrica e foi lá que eles caíram em si. Dissemo-lhes que o que se tinha passado em Spa não podia voltar a acontecer, porque tivemos de colocar peças nos carros que supostamente só usaríamos em Monza ou em Singapura. Mecânicos trabalharam pela noite fora, muitos ficaram privados de ver as suas famílias, tudo para eles destruírem todo o esforço na 2.ª volta”, disse Wolff à publicação.

Ameaça

E mais. Depois da bronca, veio a ameaça: “Dissemos: ‘Não façam isso de novo. Se o fizerem temos de decidir qual dos dois vai continuar’”, contou Wolff, que reconhece que a posição de força salvou a época à Mercedes: “Saímos daquela situação muito mais fortes, porque dissemos de forma clara que nenhum piloto ia interferir na equipa. Porque somos apenas uma equipa.”

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