Pilotos e dirigentes pedem "cockpits" fechados

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

 
Claire Williams, dirigente da escuderia Williams, avançou esta quinta-feira com a ideia de "cockpits" fechados na Fórmula 1, hipótese aprovada pelo espanhol Fernando Alonso, na sequência do grave acidente do francês Jules Bianchi no Grande Prémio do Japão. "Devemos estudar todas as opções possíveis, seja um `cockpit' fechado ou outra coisa qualquer, e penso que estas questões devem ser abordadas nos bastidores", defendeu a filha de Frank Williams, fundador da escuderia britânica. No entanto, a dirigente da Williams reconheceu que os "cockpits" fechados são "tecnicamente muito difíceis de construir e integrar num monolugar de um Fórmula 1", o que implicaria "evidentemente" uma alteração na fisionomia do carro.

"Tenho tendência para pensar que devemos, pelo menos, explorar essa ideia. Estamos em 2014, temos a tecnologia disponível. Por que não tentar", questionou o duas vezes campeão do Mundo Alonso, em Sochi, onde, na sexta-feira, começam os treinos livres do GP da Rússia. O piloto da Ferrari recordou que os maiores acidentes nos dois últimos anos resultaram em lesões na cabeça.

"É uma das áreas nas quais não estamos no topo da segurança", acrescentou. O espanhol foi vítima de um grande acidente no Grande Prémio da Bélgica em 2012, quando o Lotus de Romain Grosjean sobrevoou o seu Ferrari, passando a poucos centímetros do seu capacete. "Poderia ter morrido ali, na primeira curva", recordou. Também Felipe Massa, que foi atingido por uma peça de outro veículo acidentado na cabeça na Hungria, em 2009, é favorável aos "cockpits" fechados. "No meu acidente, isso teria sido perfeito. No caso do Jules, não tenho a certeza", disse o brasileiro, que assumiu que o GP do Japão foi a pior prova da sua vida. Todos os pilotos vão usar faixas com a inscrição "Tous Avec Jules" quando entrarem no Parque Olímpico de Sochi na sexta-feira para os treinos livres.

"É difícil por em palavras aquele momento chocante", reconheceu o alemão Adrian Sutil, que foi testemunha direta do acidente de Bianchi, tendo-se despistado no mesmo lugar pouco antes. Jules Bianchi, piloto de 25 anos da escuderia russa Marussia, está num estado "crítico, mas estável", na sequência de um traumatismo craniano severo sofrido quando o seu monolugar saiu de pista no mesmo lugar onde uma grua tirava de pista o Sauber de Sutil.

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