F-Truck: "Se a corrida tivesse mais cinco voltas eu não venceria", diz Totti

segunda-feira, 14 de abril de 2014



Depois de vencer pela 12ª vez na Fórmula Truck e ampliar a vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro para 28 pontos, Leandro Totti admitiu ter duvidado do resultado nas voltas finais do GP Crystal, a segunda etapa da temporada de 2014, na tarde deste domingo (13) no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais (PR). O paranaense da RM Competições/MAN Latin America enfrentou problemas com a eficiência dos freios.

“Se a corrida tivesse mais duas voltas eu não seguraria o Cirino, não”, supôs o vencedor, citando a pressão que recebeu do conterrâneo Wellington Cirino, titular do Mercedes-Benz da ABF-Santos Desenvolvimento, durante a maior parte da corrida. “Eu achei que ele fosse aliviar, mas ele apertou o ritmo a corrida toda, eu tive que forçar muito e meu freio acabou prejudicado. No fim o caminhão dele estava muito mais equilibrado de freio que o meu”.

Totti dominou as duas sessões de treinos livres da sexta-feira (11). Nas de sábado, foi segundo colocado em uma e o mais veloz na outra. “Eu tinha um caminhão muito bom para o tempo seco, e como a tomada de tempos acabou sendo com chuva isso atrapalhou um pouquinho”, descreveu, citando o quarto lugar que obteve no grid. “Eu não quis mexer no caminhão para chuva, minha aposta era de que o tempo iria melhorar e deu certo”, disse.

O vencedor do GP Crystal fez questão de frisar o bom desempenho do Volkswagen-MAN. “O caminhão era muito rápido, então tratei de aproveitar a vantagem para fazer minhas ultrapassagens logo depois da largada”, contou. Totti assumiu a liderança na relargada, logo após a intervenção programada do Pace Truck a um terço de corrida, superando Cirino pela linha externa da pista na reta dos boxes, e manteve-se em primeiro até o fim.

“AOS BONS TEMPOS”
O segundo lugar no GP Crystal devolveu Wellington Cirino ao pódio da Fórmula Truck depois de exatos oito meses e 24 dias – sua última aparição na cerimônia de premiação havia acontecido na sexta etapa do ano passado, em Cascavel (PR), onde cruzou a linha de chegada em terceiro lugar. “É uma nova fase para nós, com o caminhão muito equilibrado”, aliviou-se o paranaense, recordista de títulos da categoria – é o único tetracampeão brasileiro.

Cirino manifestou ter percebido já na primeira corrida de 2014, disputada em Caruaru (PE) no mês de março, a evolução do Mercedes-Benz da equipe ABF-Santos Desenvolvimento. “Deu para sentir que a gente tinha um caminhão bem diferente, bem mais evoluído, muito equilibrado. Aqui a gente conseguiu definir o acerto passo a passo, fazendo uma leitura do caminhão durante os treinos, ficou bem mais fácil para mim”, aliviou-se.

Agora em terceiro lugar na classificação do campeonato com 29 pontos, Cirino frisou que sempre contou com equipamento competitivo. “A gente vinha tendo bons desempenhos em treino, em classificação, e faltava aquele detalhezinho. Agora voltamos aos bons tempos”, ilustrou o piloto, que abandonou a etapa de Caruaru por problemas mecânicos quando era segundo colocado. “Dou meus parabéns à Volkswagen-MAN, e é ótimo estar perto deles para disputar”.

“CORRIDA LEGAL LÁ NA FRENTE”
Felipe Giaffone saiu beneficiado pela chuva de sábado (12), momentos antes da tomada de tempos classificatória, para conquistar a pole-position. “Eu tinha um caminhão bom de chuva, mas no seco ele nunca foi competitivo aqui. Eu sabia que teria problemas, estava faltando um pouquinho de desempenho”, alegou o paulista da RM Competições, piloto do único caminhão MAN do grid da Fórmula Truck, que terminou o GP Crystal em terceiro lugar.

Giaffone manteve-se na liderança da corrida deste domingo apenas até a metade da primeira volta. “A largada foi joia. Depois peguei óleo, ou água, e o Cirino me passou, e logo em seguida o Totti também passou. O meu caminhão estava para chegar em terceiro, mesmo. A gente tem que melhorá-lo um pouco mais”, falou tricampeão brasileiros na Truck. Com o terceiro lugar em Pinhais, ele passou a ocupar a quarta posição na classificação do campeonato.

Superado pelos dois paranaenses ainda na primeira volta, Giaffone se manteve em terceiro durante todo o restante da corrida. “Foi legal ver a corrida lá na frente, muito bonito ver a corrida deles. Me faltavam uns três ou quatro décimos por volta para eu entrar na briga também”, estipulou. Além de Totti e Giaffone, a RM Competições marcou pontos em Pinhais com André Marques, nono colocado. Débora Rodrigues e Renato Martins abandonaram.

“NA CHUVA PODERIA SER MELHOR”
Geraldo Piquet assumiu a vice-liderança do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck com o quarto lugar no GP Crystal, em Pinhais. O brasiliense da ABF-Santos classificou seu Mercedes-Benz em terceiro no grid, beneficiado pela chuva na tomada de tempos classificatória. “Meu caminhão estava bom no seco e me surpreendeu por ter rendido tão bem na chuva, também. Acho que o resultado de hoje começou na classificação, com a chuva”, definiu.

Depois do segundo pódio na temporada, Piquet descreveu um início de corrida movimentado. “Na largada eu fiquei encaixotado com o Totti, o pessoal foi me passando por fora. No ‘S’ de baixa, lá no fim da reta, acabei tocando no Pachenki. Até tentei evitar, mas o caminhão saiu de dianteira”, narrou. Em sua corrida de recuperação, o brasiliense teve uma disputa acirrada com Roberval Andrade, da Ticket Car Corinthians Motorsport, pela quinta posição.

“Ele estava mais lento que eu. Quando vi que estava todo mundo vindo para cima, tratei de passar o Roberval. Depois disso ele foi punido e, a partir daí, fiz minha corrida sozinho”, comentou o piloto do Distrito Federal. “Eu não conseguia chegar nos ponteiros, sabia que o Pachenki estava segurando todo o pessoal lá atrás, então fiz minha corrida sozinho. Tivemos duas corridas boas e a vice-liderança do campeonato está aí para mostrar”.

“TODOS JOGARAM LIMPO”
O quinto lugar na classificação final do GP Crystal proporcionou a Diogo Pachenki o terceiro pódio em 12 participações na Fórmula Truck. Foi o melhor resultado dos pilotos de caminhões Volvo na etapa e o primeiro pódio da marca desde 9 de setembro de 2012, quando Paulo Salustiano, então pilotando pela ABF Motorsport, obteve o segundo lugar na etapa de Córdoba, na Argentina. O resultado deste domingo deixou o paranaense em décimo no campeonato.

Pachenki comemorou o resultado. “Para mim foi uma ótima posição. Na sexta-feira eu tive problemas com a quebra do motor, isso prejudicou bastante o nosso fim de semana. Desde o começo eu sabia que não tinha equipamento para brigar pelas posições da frente, não com pista seca. Achei que a corrida foi interessante. Ganhei algumas posições na largada, passei alguns pilotos, outros tiveram problemas. Saio daqui feliz hoje”, declarou.

A defesa da posição no pódio exigiu concentração do piloto. “Quando me avisaram que estava em quinto, sabia que não tinha chance nenhuma de chegar no Piquet. Então foi só segurar a quinta posição”, comentou – a disputa envolveu Jansen Bueno, Danilo Dirani, Beto Monteiro e André Marques. “Foi uma disputa dura e todos os pilotos jogaram muito limpo comigo, foi uma briga limpa e bem acirrada, achei muito bacana”, finalizou.

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