Moto 1000 GP: motivação e recuperação põem Bertagnolli na liderança da GP 600

sexta-feira, 28 de junho de 2013


Não desanimar. Foi esse o termo de ordem para que Rafael Bertagnolli chegasse ao topo da tabela do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade. O gaúcho lidera a categoria GP 600 do Moto 1000 GP com 51 pontos, à frente do paranaense Ademilson Peixer, com 43, e do espanhol Manuel Jimenez, com 38. Depois do começo de temporada difícil, com o abandono na segunda volta da corrida de 21 de abril Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, o piloto passou a integrar a equipe SBS Racing Team e reencontrou motivos para acreditar no título do Moto 1000 GP. Ele venceu as duas provas seguintes, dia 26 de maio no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais, e no último domingo (23, no retorno a São Paulo (SP), beneficiado pela desclassificação técnica do argentino Sérgio Fasci, primeiro a receber a bandeira quadriculada.

Bertagnolli relata a frustração de não ter completado a primeira etapa. “Desanimei depois daquela prova. Estava tudo certo, mas uma coisa assim chega a ser uma grande frustração”, desabafa. “Mas acredito que tenho condições de andar forte. Acabei acertando com uma nova equipe e daí para frente as coisas começaram a se encaixar”, conta, aliviado. Na capital paranaense, segunda corrida do calendário, o piloto percebeu ser possível entrar na disputa pelo título. “Em Curitiba vi que tudo poderia ser melhor. Peguei uma moto diferente da que eu tinha, mas que na corrida seguinte – no retorno a São Paulo – estava bem melhor. Há sempre uma coisa ou outra para regularmos, mas a equipe está trabalhando”, diz o piloto.

A corrida em Brasília (DF), marcada para o dia 28 de julho no Autódromo Internacional Nelson Piquet, será determinante para os rumos do campeonato, no ponto de vista do líder da tabela. “Quem errar menos daqui para frente, e conseguir emendar uma constância, vai ser dar melhor lá na frente. A regularidade, o fato de pontuar bem sempre, será fundamental na coquista do título. Digo isso porque o campeonato está aberto. Pelo menos quatro pilotos têm chances de chegar ao título”, considera. “Então se manter no pódio será fundamental”, relata, lembrando que junto dos três primeiros na tabela está ainda o piloto André Veríssimo, da equipe Motrix-Scigliano Racing, campeão de 2012 e quarto na classificação com 37 pontos. “Mas não me sinto pressionado por ser o líder”, continua.

A pista de Brasília é o “quintal de casa” da equipe de Bertagnolli, uma vez que o time é sediado na capital federal. “O time conhece bem aquela pista, e isso pode facilitar alguns aspectos de acerto, principalmente com a suspensão da moto. Tive um desgaste acentuado de pneus em Interlagos e devemos corrigir isso para a próxima etapa”, finaliza Bertagnoli, piloto da cidade gaúcha de Santa Maria.

Todas as motocicletas do Moto 1000 GP utilizam como combustível a gasolina Petrobras Podium e como lubrificante o Lubrax Tecno Moto. Petrobras e Lubrax patrocinam a competição ao lado da BMW Motorrad e da Michelin, que fornece os pneus Power Slick, da GP 1000, e Power Cup, da GP Light, da GP 600 e da GPR 250, a todas as equipes. O campeonato tem o apoio de Beta Ferramentas, Shoei, LeoVince, Bell, Servitec, Calfin, Tutto Moto e Peterlongo. A classificação da categoria GP 600 após três etapas do Moto 1000 GP é a seguinte:

1º) Rafael Bertagnolli (RS/BSB Racing Team), Kawasaki, 51
2º) Ademilson Peixer (PR/Moto 3 Racing Team), Kawasaki, 43
3º) Manuel Jimenez Gordo (PR/Grinjets SBK Racing), Kawasaki, 38
4º) André Veríssimo (SP/Motrix Scigliano Racing), Kawasaki, 37
5º) Sérgio Laurentys (SP/ Tato Racing), Kawasaki, 35
6º) Eduardo Costa Neto (SP/Mobil Rush Racing), Kawasaki, 34
6º) Marciano Santin (RS/Santin Racing), Honda, 34
8º) Sérgio Fasci (ARG/MG Bikes Yamaha Racing), Yamaha, 27
9º) Marcus Vinicius Trotta (SP/Motom), Yamaha, 22
10º) Alexsandro Tiago Pires (RJ/Center Moto Racing Team), Kawasaki, 19
11º) Ives Moraes (SP/Motom), Triumph, 15
12º) Raoni Farfan (DF/Suprema Kawasaki), Kawasaki, 12
13º) César Almeida (BA/Corujão Racing), Honda, 9
13º) Gustavo Cecarelli (SP/HPN Racing Team), Kawasaki, 9
15º) Ígor Pacci Érnica (SP/Motrix Scigliano Racing), Yamaha, 8

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