Moto 1000 GP: categoria de formação, GPR 250 é a novidade de 2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013



Experimental na temporada de 2012 do Moto 1000 GP, quando acompanhou a quarta etapa que foi realizada em Brasília, a categoria GPR 250 vai integrar as oito etapas válidas de 2013 da competição, válida pelo Campeonato Brasileiro de Motovelocidade. A categoria contará com motos dos modelos Ninja 250R, da Kawasaki, CBX Twister 250 e CB 250R, ambos da Honda.

As disputas levarão pilotos estreantes para a pista na categoria, que servirá como a porta de entrada para as disputas do principal evento da motovelocidade nacional. Os treinos para a primeira etapa da GPR 250 começam nesta sexta-feira (19), com as sessões livres que marcam o início dos trabalhos no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, onde no domingo (21) acontecerão as corridas da primeira etapa, pondo em disputa o GP Petrobras.

Para Gilson Scudeler, diretor do Moto 1000 GP, a inclusão da GPR 250 fomentará a descoberta de novos talentos para a motovelocidade. “Eu realmente fico muito feliz com a inclusão da GPR 250 no calendário. É a partir dela que formaremos novos pilotos. É uma categoria que nasceu como celeiro de talentos”, avaliou. “Na primeira etapa, em Interlagos, entre pilotos inscritos, teremos quatro que têm idade abaixo dos dezesseis anos. Essa mescla entre os jovens e os pilotos mais experientes é um objetivo atingido. Começamos a cumprir um papel importante de formação de pilotos dentro do Moto 1000 GP”, explicou.

Sabrina Paiuta, única mulher na GPR 250, que levará o número 88 na Ninja 250R da equipe Mobil Rush Racing, observa que a possibilidade do primeiro passo na motovelocidade, por meio de uma categoria de iniciantes, é algo que contribui para a formação técnica de um piloto. “É muito legal termos uma categoria assim, onde os pilotos mais novos podem aprender como é guiar uma moto. Vejo como uma categoria de base mesmo”, relatou. “A cada nova prova são técnicas que a gente aprende. Interlagos, por exemplo, onde acontecerá a primeira corrida do ano, é uma pista que exige muito. Talvez seja a pista mais técnica do calendário e isso vai exigir muito de nós”, completou.

Sabrina ainda frisa que para chegar ao topo o piloto deve ter uma base consolidada. “A evolução é uma tendência natural. A cada nova corrida você aprendeu alguma coisa. Claro que num momento você chega ao seu limite e vai buscar coisas novas, e isso leva a mudar para uma categoria mais veloz. O importante é começar do zero se quiser atingir o topo”, finalizou.

Na temporada de 2012, a estreia na programação do Moto 1000 GP ficou por conta da GP 600, que ao fim do ano, conheceu os seus primeiros campeões. André Veríssimo, piloto da Motrix Scigliano Racing, ficou com o título, seguido de Rafael Bertagnolli, que a partir deste ano vai representar a equipe SBK Brasil.

Todas as motocicletas do Moto 1000 GP utilizam como combustível a gasolina Petrobras Podium e como lubrificante o Lubrax Tecno Moto. Petrobras e Lubrax patrocinam a competição ao lado da BMW Motorrad e da Michelin, que fornece os pneus Power Slick, da GP 1000, e Power Cup, da GP Light, da GP 600 e da GPR 250, a todas as equipes. O campeonato tem o apoio de Beta Ferramentas, Shoei, Bell, Servitec, Calfin, Leovince, Tutto Moto e Öhlins.

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