Ferrari está preocupada com ritmo de qualificação

quarta-feira, 10 de abril de 2013

 
A Ferrari está a viver problemas velhos numa temporada nova, o que equivale a dizer que o tabalho dos italianos se concentra em obter melhor rendimento carro em qualificação, algo que em 2012 foi uma batalha perdida.

É certo que o F138 é muito melhor do que o antecessor - e que isso se nota ainda mais em corrida, avaliando os dois primeiros GP das temporadas 2012 e 2013 -, mas o diretor técnico Pat Fry sublinhou que a escuderia tem "um longo caminho" a percorrer de forma a melhorar na qualificação.

"É nesse aspeto em que estamos todos a trabalhar arduamente", revelou engenheiro inglês, reconhecendo que o ritmo de corrida é "razoável" e que o desempenho com os tipos de pneus já utilizados, é "bom".

"Temos estado concentrados nos turnos longos, embora estes não sejam tão longos como no passado, porque esta temporada contamos com mais paragens nas boxes. Contudo, não temos ignorado o nosso ritmo de qualificação. Estou certo de que podemos melhorar nesse aspeto, à medida que aprendemos mais sobre o carro e tiramos melhor partido dele", sublinhou Fry, em declarações que lançam o GP da China, terceiro da temporada, que tem lugar no próximo fim-de-semana.

"A chave será fazer com que o nosso programa de evolução do carro ande mais depressa do que os das outras equipas. É algo que se vai arrastar toda a temporada e temos de, pelo menos, igualar o trabalho que fizemos em 2012. Até agora, estivemos bem desde o design até ao fabrico, melhorando em relação ao passado no que toca a transpor as coisas novas para o carro", acrescentou Fry.

Sobre o GP da China, o inglês destacou que tem lugar num "circuito que coloca desafios de vária ordem, com curvas de diferentes tipos e uma reta de 1,2 quilómetros."

"É cedo para adiantar se o nosso carro vai adaptar-se melhor do que os outros, uma vez que há muitos pontos de interrogação. Por exemplo, trata-se do primeiro fim-de-semana neste ano em que vamos ter à disposição os compostos Pirelli macio e médio", lembrou.

"No final deste GP teremos uma imagem mais clara de como todos os tipos de pneus se comparam entre eles. Assim, de certa forma, Xangai será um exercício de aprendizagem para todos", encerrou.

Díficil fazer pior do que em 2012

No ano passado, Fernando Alonso foi 9.º e Felipe Massa 12.º na qualificação do GP da China. A corrida não trouxe melhores resultados, com o espanhol a acabar em 9.º e o brasileiro em 13.º.

Na análise dos dois primeiros GP das duas últimas temporadas, Austrália e Malásia, a Ferrari revela estar mais equilibrada no que tocas à relação entre qualificação e corrida.

Assim, em Melbourne passou de 12.º, com Alonso, e 16.º, Massa, na grelha de partida de 2012, para 5.º e 4.º, respetivamente - o espanhol foi, depois, 2.º na corrida e o brasileiro, 4.º.

Em Sepang, a qualificação de Alonso em 2012 rendeu um 9.º lugar e a de Massa um 10.º - por esta ordem, acabaram a corrida em 1.º e 15.º - enquanto em 2013 largaram de 3.º (Alonso) e 2.º (Massa), para registarem uma desistência por acidente (Alonso) e um 5.º lugar.

No que toca a pontos, a escuderia italiana soma mais cinco do que no mesmo período em 2012, 40 contra 35, com Massa a render 22 e Alonso - que em 2012 somava 35 -, 18.

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