Félix da Costa: "Entrar mal na F1 pode queimar anos de trabalho"

quarta-feira, 10 de abril de 2013

 
António Félix da Costa manifestou-se esta terça-feira "pronto para correr" no Grande Prémio da China, onde se estreará como terceiro piloto da Red Bull, mas advertiu que uma entrada em falso na Fórmula 1 pode "queimar anos de trabalho".

"Estou lá, caso aconteça alguma coisa, mas espero que os pilotos possam fazer o seu trabalho e trazer para casa mais uma vitória para a Red Bull. Mas se acontecer alguma coisa, estou lá, pronto para correr", observou o piloto português em declarações à agência Lusa.

Félix da Costa lembrou que já esteve antes nos meandros da F1 com a equipa do alemão Sebastian Vettel, tricampeão mundial, mas não de forma oficial, na qualidade de terceiro piloto, em substituição do suíço Sebastien Buemi, que vai participar na etapa inglesa do Mundial de resistência.

"É sempre bom estar presente com a equipa campeã do Mundo, pois só tenho coisas a aprender. A Red Bull tem vários pilotos e ser escolhido entre os mais novos é bom sinal. Quer dizer que estou a fazer as coisas bem feitas e que sou o próximo na lista da Red Bull", assinalou.

Félix da Costa atribuiu a chamada da Red Bull à vitória conquistada em Monza (Itália), na primeira prova do campeonato de Fórmula Renault 3.5, e, apesar do agrado com que recebeu a notícia da sua participação na terceira prova do Mundial de F1 de 2013, alertou para os riscos de uma entrada em falso.

"Entrar mal na F1 pode ser um problema e queimar anos e anos de trabalho, porque a F1 é um desporto muito complexo, muito complicado e por isso quero que a minha entrada seja bem planeada, com boa preparação. Entrar de repente, num fim de semana de corrida é tudo menos isso", assinalou.

O português, que também poderá substituir um dos pilotos da Toro Rosso - "satélite" da Red Bull -, considerou que este é mais um passo importante no objetivo de conquistar proximamente um "volante" na F1, mas deixou a advertência em relação à subida à categoria rainha do desporto automóvel: "Ou será em 2014 ou não será nunca".

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