Calor e chuva podem baralhar prognósticos

sexta-feira, 22 de março de 2013


Quando esta edição chegar às mãos dos leitores já serão conhecidos os tempos dos primeiros treinos livres do GP Malásia. Mas nem essas indicações têm índice de segurança suficiente para chegarmos a um prognóstico fiável sobre quem pode vencer a corrida de domingo. O cenário em Sepang inclui muito calor, eventualmente chuva, e esses dois fatores chegam para tornar este GP em algo completamente distinto da prova da semana passada na Austrália.

“A chuva pode ser útil para nós. Se o GP for disputado em piso seco vamos ter dificuldades.” A opinião de Jenson Button não traduz apenas a incógnita sobre as condições em que vai disputar-se o segundo GP da época. Também resume o momento mais complicado por que passa a McLaren/Mercedes, principalmente depois de uma corrida onde nem o britânico nem Sergio Perez foram capazes de acompanhar os mais rápidos.

Enquanto a Ferrari, através de Fernando Alonso, acredita que pode igualar e até superar o ritmo demonstrado pela Lotus/Renault, os homens da Red Bull estão mais focados em evitar a repetição do sucedido em Melbourne: domínio nos treinos e na qualificação e... dificuldades na corrida, principalmente em termos da gestão dos pneus. “Aprendemos muito na Austrália”, admitiu Vettel, lembrando, ainda assim, que há momentos em que “não há muito mais que o piloto possa fazer relativamente ao desgaste dos pneus”.

Indiferente ao ambiente otimista criado após o triunfo em Melbourne, o já tradicional “low profile” de Kimi Raikkonen serviu para baixar expectativas. “Ser o líder do Mundial não vai mudar a forma de trabalhar”, disse o finlandês, pouco interessado na efeméride que é assinalada este fim de semana – completam-se em Sepang 10 anos sobre a 1.ª vitória de Iceman na F1, então ao volante de um McLaren/Mercedes. E como será no domingo? “Se for como no ano passado, será uma boa corrida”. 

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