Brasileiro Oswaldo Negri supera drama pessoal e vai ao pódio na “24 Horas de Daytona” S1

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


O piloto brasileiro Oswaldo Negri Jr. conquistou neste domingo, 27, o pódio na “24 Horas de Daytona”. Em parceria com o inglês Justin Wilson, o australiano Marcos Ambrose e os norte-americanos John Pew e AJ Allmendinger, Negri ajudou a Michael Shank Racing a concluir a maratona em 3º lugar, ao completar 709 voltas pelo circuito misto do Daytona International Speedway.

Para que esse triunfo pudesse ser comemorado, duas batalhas de superação tiveram de ser travadas simultaneamente. Enquanto o time teve de trabalhar forte para superar uma desvantagem inicial em número de voltas, o brasileiro precisou lutar muito para correr, mesmo se recuperando de uma fratura. A participação de Ozz Negri, como é conhecido nos Estados Unidos, foi intensa dentro e fora das pistas. Desde o acidente em dezembro com Mountain Bike, que resultou na fratura da fíbula da perna direita, ele iniciou um forte trabalho de recuperação visando a participação na prova.

O resultado se mostrou mais especial ainda porque, já na primeira hora, o Ford Riley #60 precisou ir ao pit para sanar um problema da suspensão dianteira. Já ocupava a 5ª colocação com Allmendinger ao volante, quando um tirante se rompeu. Isso comprometeu todo o alinhamento do carro, mas não o bastante para impedir o início de uma recuperação. Tal tarefa parecia impossível, visto que o carro já acumulava uma desvantagem de sete voltas em relação ao líder.

Negri assumiu o carro no segundo turno da prova, quando o quinteto ocupava a 34ª posição na geral. Em quase duas horas de pilotagem noturna, o brasileiro empreendeu ritmo competitivo e com o mesmo tempo dos ponteiros, inimaginável para alguns em função de sua contusão. O resultado foi a entrega do carro a John Pew em 14º na geral e na categoria, colocando o #60 no mesmo agrupamento da categoria, a Daytona Prototype (DP), principal da competição.

Cumprida essa primeira fase de reposicionamento, promovido por Negri, a estratégia estabelecida foi no sentido de andar sempre muito forte e permanecer na pista o máximo de tempo possível depois das paradas dos líderes. Uma a uma as voltas foram sendo derrubadas e, na arrancada final, o 3º lugar foi um prêmio, apesar de o carro ter estado por várias voltas na liderança no momento decisivo.

Para não correr o risco de eventualmente atrapalhar o ritmo do quinteto e colaborar mais ainda para o bom resultado, Negri não voltou à pista depois da sua tocada noturna, mas esteve no comando das operações estratégicas, ao lado do chefe de equipe Michael Shank. “Não era um momento para bancar o herói ou ter sentimentos de vaidade. Consegui superar esse grande obstáculo, ajudei a equipe como pude e, certamente, essa prova vai ficar para sempre no meu coração. Não vencemos, mas mesmo assim foi um resultado muito especial”, disse Negri, que a partir desta segunda-feira, em Miami, onde reside, 

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