Castroneves gostou da experiência na Stock Car

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O clima de emoçã oque marcou a despedida entre Helio Castroneves e todos os membros da equipe WAMattheis, neste domingo em Interlagos, deu bem uma mostra de como foi significativaa participação do piloto do Team Penske na Corrida do Milhão da Stock Car pelaShell Racing. Convidado especial da Raízen e Shell Racing para a prova deencerramento da Stock Car brasileira, desde o primeiro momento o que se viu foium entrosamento dos mais harmoniosos e participativos, tanto no trato pessoalquanto nas discussões técnicas.
Para cumprir aagenda da prova, Castroneves teve de correr. A chuva da segunda-feira, 3, postergoupara o dia seguinte o teste no oval de Fontana e, de lá, voou direto para oBrasil, onde chegou na manhã de quarta-feira. Ao sair do AeroportoInternacional de São Paulo, o piloto já iniciou uma intensa programação queincluiu fazer o banco nos boxes de Interlagos, ocasião em que conheceu oscomandados de Andreas Mattheis e William Lube.

Assim que chegou aoboxe 15 no Autódromo Municipal José Carlos Pace, deparou-se com uma recepção deboas-vindas, caracterizada pela miniatura do Homem Aranha e de uma aranha noteto do Stock Car #3. A rotina de recolocar o boneco e inseto, toda vez que ocarro voltava aos boxes, repetiu-se durante todos os quatro dias de atividadesde pista.

As três horas dostreinos não cronometrados para pilotos convidados, realizados na quinta edivididos em três baterias de uma hora cada, representaram o primeiro contadode Castroneves com o carro, que foi classificado pelo tricampeão da Indy 500como muito técnico e complexo. Reconheceu estar em um processo de aprendizado eaproveitou cada minuto disponível para estar na pista com o carro, sempre emlinha direta com os engenheiros, o brasileiro Rodolpho Mattheis e o francês EmmanuelHugon.
Habituado a estudare aplicar alternativas complexas de tecnologia e estratégia em suas corridas naIndyCar, Castroneves se sentiu em cada na WA Mattheis e foi essa comunicação dealto nível que propiciou uma ousada estratégia de corrida. Ela consistiu emlargar dos boxes – abrindo mão da 21ª colocação conquistada no qualifying – e evitaruma parada nos boxes para reabastecimento.

A decisão só nãofoi mais vencedora porque uma falha no push to pass provocou falhas no motor eimpediu a chance de usar o dispositivo eletrônico de ultrapassagem. Mesmoassim, Castroneves completou a corrida inteira com o mesmo tanque de combustívele recebeu a bandeirada de chegada em 14º, depois de ter entrado na pista em30º. Esse caminho foi adotado porque o piloto, desde o primeiro teste,demonstrou uma capacidade incomum de economizar combustível em razão de suatocada.

“Foi uma experiência fantástica e aprendimuito nesses dias aqui com a galera da Shell Racing, WA Mattheis e da Vicar. Gosteibastante do carro e, realmente, não é fácil trabalhar com ele. Tem muitosmacetes que a gente vai descobrindo aos poucos. A equipe está de parabéns pelonível de profissionalismo”, disse Castroneves, que completou: “Foi uma pena o problema técnico que tive, poisacho mesmo que poderia chegar ali na frente, talvez entre os cinco primeiros”.

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