Última vaga na F-1 custaria não menos que R$ 13 milhões, diz jornal

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Única equipe da Fórmula 1 que ainda dispõe oficialmente uma vaga para a temporada 2012, a HRT estaria pedindo não menos que 6 milhões de euros (cerca de 13 milhões de reais) ao postulante ao segundo cockpit da escuderia. De acordo com informações do jornal espanhol "Marca", o piloto holandês Giedo van der Garde, da GP2, seria o mais cotado por ter o valor em patrocínios. A lista de possíveis candidatos a correr ao lado do espanhol Pedro de la Rosa, já confirmado pela equipe, é seguida por outro piloto da GP2, o também espanhol Dani Clós.

No entanto, a direção do time declarou recentemente que não quer mais um piloto da Espanha no cockpit, o que deixaria Clós de fora dos planos da equipe. Para fazer companhia a Pedro de la Rosa, que tem 40 anos de idade, a equipe também não faria questão de outro veterano, e sim de uma jovem promessa. Se os critérios da HRT permanecerem os mesmos até o início da temporada, tudo indica que a escuderia não terá interesse no experiente Rubens Barrichello, ainda sem um cockpit na Fórmula 1 para 2012.

Esta questão financeira entre as equipes, em que o aporte financeiro do piloto parece prevalecer, incomoda Felipe Massa, da Ferrari.

- Nunca tive que pagar para pilotar. Na Fórmula 1 atual, o dinheiro vale mais que o talento, e não deveria ser assim - declarou Massa, em um evento da Ferrari realizado pouco antes do GP do Brasil de 2011, no fim de novembro, quando aconselhou Barrichello a se aposentar em vez de pagar por uma vaga em um time pequeno.

Vitantonio Liuzzi, que defendeu o time espanhol no ano passado e ainda tem contrato em vigor, recentemente se mostrou pouco confiante em sua permanência, afirmando que 'contratos não valem muito na Fórmula 1'. Caso Liuzzi seja de fato dispensado, ele será o sexto piloto que disputou a temporada completa em 2011 a ficar sem vaga na categoria em 2012.

Posts Relacionados