Razia vê pressão negativa sobre brasileiros e teme por renovação

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Brasileiro admite preocupação com a falta de renovação de brasileiros na F1. Foto: Edson Lopes Jr./Terra O brasileiro Luiz Razia espera brigar por uma vaga de titular na Fórmula 1 em 2012, mas admite que terá problemas - em especial, com a falta de apoio de patrocinadores brasileiros que banquem a empreitada. No entanto, segundo ele, um empecilho tem atrapalhado a aproximação de patrocínios e pilotos: a torcida contrária.

"Os que torcem (contra) puxam o barco para baixo. As empresas estão perdendo oportunidades", explicou o piloto reserva da Team Lotus, que lamentou a falta de apoio de empresas brasileiras nas últimas temporadas para os brasileiros.

Segundo Razia, muitas vezes a torcida faz uma pressão negativa por resultados sobre os pilotos. Desta forma, brasileiros que chegam à categoria com resultados inicialmente pouco convincentes acabam sucumbindo ao pouco apoio de empresas. Para isso, fez comparações nas quais se incluiriam Gustavo Kuerten, Anderson Silva e Maurício Shogun.

"Com tenista brasileiro ganhando, todo mundo gosta de tênis. No UFC, com brasileiro ganhando agora, todo mundo segue UFC. Se não tem gente ganhando, ninguém segue", comparou, lembrando dois resultados marcantes de brasileiros em Interlagos. "O Massa ter vencido duas vezes (2006 e 2008) é marcante. Você vê que a torcida segue a vitória dele", analisou.

Por fim, Razia mostrou temor pela possibilidade de o Brasil perder pilotos na Fórmula 1. Depois de ter cinco representantes dois GPs da temporada 2001 (Rubens Barrichello, Ricardo Zonta, Luciano Burti, Enrique Bernoldi e Tarso Marques), o País terá três titulares no GP do Brasil (Barrichello, Felipe Massa e Bruno Senna). Segundo o baiano, é hora de começar a pensar em quais poderão ser os nomes que poderão subir à F1 a curto prazo, de forma a manter o Brasil na elite do automobilismo mundial.

"Os pilotos brasileiros estão ficando escassos na Fórmula 1. Uma hora alguém vai ter que dar o pulo", analisou, reconhecendo o adiamento em sua própria meta para conseguir "pular" da GP2 para a Fórmula 1. "Era 2010, 2011. Fui adiando por vários fatores. Minha meta sempre vai ser o ano a seguir", completou.

fonte: terra.com.br
Foto: Edson Lopes Jr./Terra

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