Razia aprova treino no Brasil: "é como avançar o filme no DVD"

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Luiz Razia comemorou a chance de poder pilotar um carro de F1 no Brasil. Foto: Edson Lopes Jr./Terra O brasileiro Luiz Razia andou pela primeira vez em Interlagos com um carro de Fórmula 1, no primeiro treino livre para o GP do Brasil, nesta sexta-feira, em Interlagos. Piloto de testes do Team Lotus, ele já conhecia o circuito dos anos em que andou de Fórmula 3, mas ressaltou a diferença na velocidade das duas categorias.

"É como quando você avança o filme no DVD, é bem mais rápido do que o carro da Fórmula 3. Eu conheço bem Interlagos, andei muito aqui e nem precisava de simulador, mas fizemos algumas voltas antes do mesmo jeito", afirmou o baiano, 20º colocado da atividade com o tempo de 1min17s595, à frente dos pilotos da Hispania e da Virgin. Titular da Lotus, o finlandes Heikki Kovalainen foi o 19º do treino, com 1min16s514.
"Eu conhecia a pista, conhecia o carro e pude buscar performance já na primeira saída e acho que o resultado foi ótimo", comentou.

Com experiência em treinos livres apenas no Grande Prêmio da China, o brasileiro também participou dos testes para jovens pilotos em Abu Dhabi, há duas semanas, mas ressaltou existir uma diferença de pilotar em casa e com o apoio da torcida nas arquibancadas em Interlagos.

"Foi sensacional, estava todo mundo me dando apoio, na equipe, na arquibancada e gostei bastante. O treino foi muito bom, fizemos os dois programas estipulados e andamos até mais do que a previsão. Íamos dar 25 voltas, e como tudo estava funcionando bem, eu estava rápido, acabamos dando 32", explicou Razia após o treino.

Durante a atividade, as equipes utilizaram pneus médios e um composto duro apresentado pela Pirelli para testes em Interlagos. A novidade não deixou satisfeito o jovem brasileiro, que reclamou da falta de aderência dos pneus que podem ser utilizados na temporada 2012 da Fórmula 1.

"A gente já testou bastante alguns pneus em Abu Dhabi e agora esses aqui. A Pirelli precisa decidir o que ela quer para o ano que vem, se vai ser um pneu com pouca aderência, ou um que degrada mais, vamos ver o que eles vão decidir", afirmou Razia.

"Mas esse novo duro não é muito bom para os pilotos, porque não tem muita aderência. Nosso carro está um pouco atrás dos outros, precisa ver o que as outras equipes acharam, mas para a gente estava complicado de alcançar a temperatura ideal", completou o piloto.

fonte: terra.com.br
Foto: Edson Lopes Jr./Terra 

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