Ex-engenheira da Toyota, brasileira batalha para voltar à F1

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Rachel Loh embeleza o paddock de duas categorias brasileiras. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Rachel Loh não imaginava que poderia chegar tão longe. Quando criança, brincava de carrinho com as irmãs, mas nunca pensou que poderia virar coisa séria. Engenheira responsável pela equipe Itaipava Racing Team na GT Brasil, ela é que dá as ordens para os pilotos Cléber Faria e Vanuê Faria. Nada estranho para quem, aos 31 anos, já acumula experiência até de Fórmula 1.

Entre 2004 e 2008, a bela Rachel serviu como uma espécie de engenheira anfitriã para a Toyota Racing nos GPs de Interlagos e acumulou uma rara experiência entre os brasileiros. "Eu estava na faculdade e um amigo meu, o Robert Sattler (hoje na Force India), me indicou. Foi quando tudo começou", lembra.

Não era um trabalho leve, recorda Rachel. Pelo contrário, inclusive. "Eu fazia de tudo, até ajudar a carregar as coisas. Mas era fantástico, eu adorava. Ter acesso ao mundo deles foi um privilégio", lembra ela, que na época estudava na Universidade Federal Fluminense, no Rio, e construiu uma ótima relação. "No último ano, eles nem precisavam mais de mim, mas fui porque adorava".

O fim da Toyota Racing, que anunciou sua saída da categoria em novembro de 2009, abreviou a projeção de carreira que Rachel fazia para a Fórmula 1. Paralelamente, porém, ela já construía uma trajetória sólida no automobilismo brasileiro. "A equipe Officer Pro GP, da Stock Car, começou a investir em mim em 2005".

Hoje, a engenheira se reveza entre a Stock e a Itaipava GT, onde tem muito mais responsabilidades. "Você coordena os pilotos, avisa de tudo que está passando, faz a análise de dados, temperatura, pressão, coordena a estratégia de corrida, faz o set up do piloto. É muita coisa", enumera, com uma comparação interessante. "Na Fórmula 1, tem uma pessoa para cada uma dessas funções".

Dentro de um futuro próximo, Rachel Loh pretende uma nova aventura na categoria mais atraente do automobilismo, mas ainda não tem tanta ideia de como isso pode acontecer. Em sua vida profissional, as coisas costumam acontecer meio por acaso, desde quando brincava de carrinhos com as irmãs de forma despretenciosa até a descoberta de uma carreira nos tempos universitários.

"Estava na faculdade e tínhamos um trabalho para fazer, que era construir um carro e depois correr com ele. Foi quando isso começou de verdade", recorda Rachel, esperançosa de que o destino novamente a aproxime da Fórmula 1.

fonte: terra.com.br
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

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