Ex-empresário de Button é trunfo de Felipe Nasr rumo à Fórmula 1

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Empresário inglês Steve Robertson (à esq.) trabalha com Felipe Nasr (à dir.) desde 2009. Foto: DivulgaçãoEm 2009, o talento mostrado por Felipe Nasr na Fórmula BMW europeia já era reconhecido, e o piloto foi convidado para integrar o programa de desenvolvimento de jovens pilotos da Red Bull, o mesmo que revelou o alemão Sebastian Vettel. Recusou e preferiu fechar parceria com o inglês Steve Robertson, empresário que compara a revelação brasileira a um campeão mundial cuja carreira ele também administra.

"O Felipe tem características similares às do Kimi (Raikkonen), pois também é um talento natural com uma cabeça madura em jovens ombros", afirma Robertson, em entrevista concedida por e-mail. "Ele tem a capacidade extra de não apenas guiar muito rápido, mas de pensar sobre outros aspectos da condução quando está no limite".

A assinatura de contrato com o inglês representou um marco na carreira de Nasr, que ainda se lembra em detalhes do contato inicial feito com o empresário. "Foi na primeira prova da Fórmula BMW que era preliminar do Grande Prêmio da Espanha de F1 (em maio de 2009). Na verdade o primeiro contato foi com David, o pai do Steve, que estava lá e veio conversar comigo", diz o piloto, que ganhou a categoria naquele ano e em setembro passado se sagrou campeão antecipado da Fórmula 3 Britânica.
Steve Robertson, 47 anos, tentou a sorte no automobilismo, mas não obteve muito sucesso. Ele passou três anos na F3 Britânica e fracassou na Fórmula 3000 (atual GP2). Quando parou de correr, formou junto ao pai uma empresa para cuidar da vida profissional de jovens pilotos. Poucos jovens pilotos, como frisa o agente.

"A Robertson Management gosta de se concentrar em jovens muito talentosos", explica. "Existe um conflito de interesses ao trabalhar com muito pilotos da mesma idade e por esse motivo é que somos seletivos. Muitos pedem nossos serviços, mas para manter a nossa boa reputação trabalhamos apenas com os melhores".

Além de Raikkonen, a companhia também guiou o inglês Jenson Button rumo à Fórmula 1 e atualmente gerencia a carreira somente do finlandês e de Nasr. O brasileiro confia seu destino a Robertson, que deve levar o pupilo à World Series by Renault em 2012, e tem no empresário um trunfo para chegar à Fórmula 1.

"Com a saída das grandes montadoras da F1 ficou ainda mais difícil (de entrar), já que os pilotos precisam também ter dinheiro além de talento", afirma o jovem, 19 anos, lembrando que desde 2008 a alemã BMW e as japonesas Toyota e Honda deixaram a categoria. "Pressão no automobilismo é o tempo todo e pressão por dinheiro também. Esse é mais um assunto que deixo nas mãos do Steve, que já fez isso e sabe muito bem como fazer de novo".

fonte: terra.com.br

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