Bruno Senna vibra: "deixei o cérebro na garagem e fui para cima"

sábado, 8 de outubro de 2011

Bruno Senna se recuperou de acidente no terceiro treino livre e largará em nono no Japão. Foto: ReutersDe fora da última parte do treino classificatório no Grande Prêmio de Cingapura, há duas semanas, Bruno Senna voltou ao Q3 neste sábado, no Japão. Após fazer isso pela terceira vez em quatro provas disputadas na atual temporada da F1, o brasileiro comemorou bastante o resultado para o qual deu uma explicação inusitada: "deixei o cérebro na garagem e fui para cima".

Bruno, que obteve a nona posição de largada em Suzuka, correu o risco de nem participar das tomadas de tempo após se acidentar no terceiro treino livre, também na madrugada deste sábado (horário de Brasília).

"Eu achava que daria tempo, mas foi no limite. Eles fizeram um serviço perfeito, ficou tudo no lugar e o volante não ficou torto", afirmou, elogiando o trabalho dos mecânicos da Renault que tiveram apenas duas horas para consertar o carro, trocando parte da asa dianteira esquerda e da suspensão direita do monoposto.

Mesmo depois do susto e da batida na Curva da Colher, o brasileiro evitou qualquer tipo de cautela na hora da classificação. "Foi uma bela pancada. Eu estava confiante com o DRS (sistema de abertura da asa traseira móvel), mas quando abri a asa o carro deu uma traseirada. Mas depois procurei nem pensar em mais nada. Sabia apenas que tinha de acertar a volta logo de cara".

Classificado ao Q3, Bruno Senna nem chegou a tentar uma nova volta rápida, poupando pneus para a corrida. Ainda assim, ele ficou no nono lugar, visto que seu companheiro de equipe, o russo Vitaly Petrov, optou pela mesma tática - o regulamento da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aponta que nesse caso o piloto cujo número em seus carros é menor leva vantagem. Por causa das regras da FIA, Kamui Kobayashi passou da décima para a sétima posição, ultrapassando o brasileiro - o japonês da Sauber também não marcou tempo, mas foi beneficiado porque chegou a ir à pista antes de abortar o giro, superando também o alemão Michael Schumacher.

"O desgaste está muito acentuado e poder sempre colocar pneus novos deverá nos favorecer", comentou o representante da Renault, que estima em três o número de paradas nos boxes que cada corredor fará durante a prova. "Depois de tudo o que aconteceu, o acidente, a perda de tempo de pista e o carro sendo consertado em cima da hora, foi ótimo. Estou satisfeitíssimo", concluiu.

fonte: terra.com.br
Foto: Reuters

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