Após morte de Wheldon, ex-piloto da F1 pede que filho abandone Indy

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A morte do piloto inglês Dan Wheldon, em acidente que envolveu 15 carros na última prova da Fórmula Indy na temporada, em Las Vegas, no último domingo, levantou discussão sobre a falta de segurança do esporte. O ex-piloto sul-africano Jody Scheckter, conhecido por ter sido campeão da Fórmula 1 em 1979, pediu que seu flho, Tomas Scheckter, abandonasse as corridas na categoria.

"Eu gostaria que ele parasse por um tempo. Espero que isso toque meu filho e ele perceba que há muito o que viver. Não vale a pena", declarou Jody, para a BBC Sports. Aos 61 anos, ele considera que o automobilismo é muito perigoso nos dias de hoje: "mudaram o desenho das pistas para tornar a Indy mais competitiva e o acidente era inevitável", lamentou.

Tomas Scheckter pilotava um dos 15 carros envolvidos no fatídico acidente, na 10ª volta da prova de Las Vegas, mas saiu sem ferimentos. Para Jody, o filho teve sorte e deveria buscar espaço em outra categoria: "os carros se tocam a 220mph (340km/h), em um pequeno espaço. Uma pessoa que cometa um pequeno erro causa uma tragédia. É loucura. A Fórmula 1 não é mais como isso e continua interessante", comparou.

Abalado com o ocorrido, Tomas Scheckter postou em seu Twitter, na manhã desta segunda-feira, que preferia ter morrido no lugar de Wheldon: "conhecia Dan desde os 16 anos. Eu tinha um pôster dele de kart no meu quarto quando eu tinha 12 anos, na África do Sul. Deus deveria ter me levado", contou o sul-africano", escreveu.

fonte: terra.com.br

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