Pilotos contam métodos de adaptação para GP noturno

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Não basta uma pista ondulada, um circuito travado e um calor infernal. O GP de Cingapura de Fórmula 1, no calendário da categoria desde 2008, ainda leva aos pilotos o desafio de ser uma prova noturna, um horário em que o organismo deles não está acostumado a trabalhar em seu máximo. A maneira de "driblar" isso é manter a rotina do fuso horário europeu. Isso significa acordar tarde e dormir quase com o dia nascendo no horário local.

Para colocar a teoria em prática, cada um utiliza um método diferente e, Vitaly Petrov, piloto da Renault, afirmou que o segredo é chegar ao país asiático o mais cedo possível.

"É preciso adaptar sua rotina e se tornar um piloto noturno. Busco passar mais tempo em Cingapura e por isso eu chego na segunda-feira antes da corrida para me adaptar a essas condições", explicou Petrov, que já somou 34 pontos e ocupa a nona colocação do Mundial desta temporada.

Já o experiente Jarno Trulli, piloto da Lotus, disse que usa uma tática inversa, retardando ao máximo sua chegada em Cingapura.

"Prefiro chegar em Cingapura o mais tarde possível, para que meu relógio interno não fique afetado pelo fato da corrida ser à noite", afirmou.

Para Riccardo Ceccarelli, diretor do centro de medicina para pilotos Formula Medicine, há uma espécie de "luta interna do organismo".

"O corpo diz para o piloto ir dormir porque é noite, mas este busca se manter acordado. É uma situação única e não há uma solução mágica. O importante é que cada um se adapte a este quadro da maneira que melhor lhe convém", explicou.

Já o alemão Achim Hofstädter, fisioterapeuta de Rubens Barrichello, acredita que a questão da hidratação é até mais importante que a da adaptação ao horário noturno.

"O GP de Cingapura é a prova mais longa da temporada e, mesmo sendo à noite, acontece sob forte calor e muita umidade. Assim, o mais importante para um piloto é tomar muita água ao longo do fim de semana, para se preparar para a corrida", completou.

fonte: terra.com.br

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