INDY: Helio Castroneves em Baltimore: “Foi, sem dúvida, um domingo muito difícil”

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O piloto do Team Penske precisou largar com o carro reserva – e na última posição – por causa de um acidente no warm up

Helio Castroneves teve uma jornada das mais difíceis no Baltimore GrandPrix, 14ª etapa do IZOD IndyCar Series, prova disputada neste domingo no circuito de rua de Maryland, utilizado pela primeira vezna categoria. Embora o 7º tempo no Qualifying lhe permitisse almejar um bom resultado, foi obrigado a largar com o carro reserva e na 28ªe última posição, não sendo possível nada além do que o 17ºlugar. A vitória foi do pole position Will Power, companheiro deCastroneves no Team Penske.

O destino de Helio Castroneves na corrida, a última em circuito misto a ser realizada nesta temporada em solo norte-americano, começou a ser definido durante o warm up, treino de aquecimento realizado namanhã do domingo. Nessa prática, o piloto da KV Racing, TonyKanaan, teve uma pane no sistema de freios do Dallara Honda nº 82 eliteralmente atropelou o carro de Castroneves. O acidente foi tão forte que o piloto da Penske abandonou rapidamente o cockpit e foi o primeiro a chegar em Tony Kanaan no sentido de lhe prestar socorros, temendo o pior.

Apesarda violência do choque, os dois pilotos deixaram o local sem qualquer contusão ou ferimento, não sem antes Kanaan declarar com todas as letras que Castroneves salvara sua vida. Na avaliação do piloto baiano, se seu carro não colhesse o #3 no momento em que perdeu o freio, sua trajetória em direção ao muro de proteçã oteria ocorrido de forma muito mais veloz e com consequências imprevisíveis.

S eos danos físicos inexistiram, no campo material nenhum dos dois carros reuniu condições para a largada, de modo que ambos se socorreram dos respectivos carros reserva, alternativa essa que relegou os dois brasileiros à última fila do grid. “Tenho deagradecer e pedir desculpas para o Helio, mas se você não estivesseali, eu não estaria aqui”, disse Kanaan. “Não há nada para pedir desculpas, foi um problema técnico e não foi culpa sua”, devolveu Castroneves, que achou injusta a decisão da direção de prova em colocá-los na última fila, visto que não houve culpados no acidente.

Na prova, enquanto buscava avançar posições, Castroneves se viu às voltas com o intenso tráfego e tentando fugir dos incidentes que aconteciam à sua frente. Num desses, ficou bloqueado por um verdadeiro engavetamento que se formou, o que lhe custou perder uma volta pela demora excessiva dos fiscais na desobstrução. “Foi, sem dúvida, um domingo muito difícil. Agora, vamos pensar no Japão”, concluiu.

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