Todt vê exemplos para motoristas e exalta segurança pós-Senna

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Fórmula 1 não convive com a morte de pilotos há 17 anos. Neste período, porém, o polonês Robert Kubica foi provavelmente quem passou mais perto disso. Primeiro, no GP do Canadá de 2007, quando sofreu um acidente espetacular com a BMW-Sauber e escapou apenas com uma fratura no pé. Depois, no início deste ano, quando disputava uma prova de rali em suas férias e se acidentou, ausentando-se da temporada da F1.

Mas o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, mostrou certo conformismo com os acidentes do polonês. Presente a São Paulo para um evento sobre segurança no trânsito, o dirigente lembrou que o automobilismo é um esporte que envolve riscos, e demonstrou que tais acidentes no esporte a motor devem servir exatamente para que os mesmos não se repitam com os motoristas comuns.

"Robert Kubica teve um acidente em uma estrada comum, mas em alta velocidade. Ralis envolvem altas velocidades. Corridas são perigosas, e competições cross-country são mais perigosas pela ausência de proteção. Um campeão deve aceitar as consequências. Você deve agir de forma a prevenir acidentes. O que não queremos é que um usuário comum seja exposto a esse tipo de acidente", disse Todt.

O ex-diretor-executivo da Ferrari na F1 evitou discutir a questão da segurança nas competições da FIA. No entanto, não deixou de comemorar o longo período sem mortes na Fórmula 1 - o mais longo hiato da história da categoria. Por isso, fez questão de destacar a grande evolução após a morte do tricampeão Ayrton Senna.

"Houve uma grande melhora na prevenção de acidentes. Desde a morte de Ayrton Senna, no GP de Ímola em 1994, não tivemos mortes. Isso é maravilhoso. Não digo que correr não é perigoso, mas temos conseguido melhorar essa situação com as ações que temos tomado", afirmou o dirigente francês.

fonte: terra.com.br

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