Piquet revela ter problema cardíaco e relembra disputa na Williams

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Nelson Piquet tem um hobby: colecionar carros antigos. Embora o tricampeão mundial de Fórmula 1 sinta orgulho de seu museu particular, montado em Brasília, o passatempo também funciona como uma espécie de terapia para o ex-piloto, conforme ele mesmo revelou ao programa Linha de Chegada, da Sportv.

Em entrevista a Reginaldo Leme, Nelson Piquet contou sobre sua carreira no automobilismo. Há 30 anos, ele conquistava o primeiro de seus três títulos mundiais na Fórmula 1. Sem correr desde 1993, ele se dedicou ao hobby para superar um problema cardíaco, que poderia até causar morte súbita..

“Isto aqui é pura brincadeira. Não é nada, é meu passatempo. Há poucos anos, descobri que tinha um problema de má formação no coração e fui pesquisar o que podia fazer, se poderia operar. Encontrei um médico muito engraçado na Áustria, que me falou que poderia ter uma vida mais tranquila e fazer muitas coisas para prolongá-la”, disse.

Piquet ainda contou os conselhos dados pelo médico: beber um pouco, trabalhar menos e não ter mulher “chata” “Fui na dele. Tentei beber; não consegui. Travava os pés. O álcool me faz mal. Comecei a trabalhar menos e minha mulher é uma maravilha. O que me mata mais hoje é ver as corridas dos meninos”, afirmou, referindo-se aos filhos.

O ex-piloto comparou a Fórmula 1 de hoje e da época na qual corria. “A coisa mais difícil naquela época era que os carros não duravam todas as corridas. Não andávamos 100% a corrida inteira. Era mais complicado. Meu campeonato mais difícil foi o último, sem dúvida. Frank Williams teve um acidente e tive todo tipo de briga. Desenvolvi os carros e tinha mais experiência do que o Mansell, mas ele era um inglês dentro de uma equipe inglesa. Tive que usar muita astúcia para conseguir ganhar o campeonato”, comentou.

Ao falar dos momentos difíceis de sua carreira, Piquet lembrou a pancada na cabeça em um acidente sofrido em Ímola “Acho que nunca mais voltei ao que era. Era um segundo mais lento do que Mansell”, contou.

Outro acidente grave sofrido por Piquet foi em Indianápolis, quando sofreu múltiplas fraturas nas pernas e nos pés. “Era um sonho correr em Indianápolis. Apareceu a oportunidade quando tinha parado de correr. Se pensar hoje, foi uma coisa boa. Criou uma parede entre correr e não correr. Eu me dediquei ao meu trabalho e tudo deu certo”, completou.

fonte: uol.com.br

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