Peter Sauber afirma que Schumacher ainda tem "muito crédito"

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Peter Sauber afirmou que Michael Schumacher merece um pouco mais de crédito mesmo com o atual momento da carreira. Há 20 anos, Sauber deu ao heptacampeão a sua primeira oportunidade na Fórmula 1 e, agora, crê que o piloto alemão precisa de tempo para lidar com as diferentes circunstâncias que encarou em seu retorno - ocorrido no início do último ano.

Schumacher, 42 anos, completa seu 20º aniversário da estreia como piloto de Fórmula 1 no GP da Bélgica. Depois de retornar após três temporadas de descanso, Sauber acredita que o alemão vem tendo dificuldades de adaptação mesmo um ano e meio após ter voltado a pilotar, mas tem lidado bem com os problemas.

O dirigente revelou que a estreia do piloto na categoria mais importante do automobilismo mundial foi motivada pelo pagamento de uma taxa de 150 mil libras (à época) para que Schumacher pudesse competir- fator que o piloto só tomou conhecimento em 2006, perto de sua aposentadoria. Sauber admitiu ter ficado surpreso com o retorno de Michael, mas afirmou que a decisão foi muito boa para o esporte.

"Os motivos pelo seu retorno à Fórmula 1 não são da nossa conta. Mas ainda hoje eu digo que ele merece crédito na categoria mesmo que não brigue por vitórias. Ainda vejo ele com qualidade e tranquilo. Minha impressão é que ele está lidando muito bem com uma situação que não é nada fácil", elogiou Sauber, em entrevista à agência alemã SID.

O dirigente minimizou o fato de ter facilitado a entrada de Schumacher no circo em 1991, e revelou ter sido presenteado com um capacete depois de falar para o alemão as condições de seu início na Fórmula 1, durante o GP do Brasil de 2006.

"O sucesso tem muitos pais, já o fracasso te deixa órfão. No entanto, normalmente eu sou perguntado sobre aquela prova em Spa, sobre como foi exatamente a primeira corrida de Michael pela Jordan. Ele, Heinz-Harald Frentzen e Karl Wendlinger foram de nossa equipe júnior, e o plano era a Sauber entrar junto à Mercedes em 1993. Então seria normal que eu facilitasse a entrada de Schumacher", relatou.

"Ele ficou claramente surpreso quando soube das circunstâncias. Depois, me deu o seu capacete. Eu não poderia esperar mais gratidão. Ele fez as coisas à sua maneira durante a sua carreira sendo rápido", sentenciou.

fonte: terra.com.br
Foto: Getty Images

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