Aposentando, Coulthard espera grande corrida nos EUA em 2012

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Na última segunda-feira, David Coulthard, ex-piloto da Fórmula 1, comemorou a volta da categoria mais importante do automobilismo mundial aos Estados Unidos. Segundo o escocês, a etapa americana - confirmada para a próxima temporada- é indispensável no calendário e o novo circuito de Austin, no Texas, promete ser emocionante em função do seu planejador: o alemão Hermann Tilke, famoso arquiteto no mundo do esporte a motor.

Durante entrevista para a revista americana Road and Track, Coulthard disse que as pistas desenvolvidas por Tilke costumam ser alvo de grande expectativa.

"Ele é um piloto de carro de turismo, já correu em Nurburgring, então você pensa que alguém como Hermann, que esteve pelos circuitos mais amedrontadores e desafiadores do mundo, irá aparecer com algo excitante", contou. Quando perguntando se a Fórmula 1 precisa voltar aos Estados Unidos, ele foi direto.

"Precisa se quiser continuar recebendo a alcunha de verdadeiro campeonato mundial. Para genuinamente se ter uma competição desse nível, ela precisa ser representada pela maior quantidade de países possível", disse.

O britânico também se recordou do episódio de 2005 do GP de Indianápolis, no qual os pneus Michelin (fornecedora de boa parte das equipes como Renault, McLaren e Red Bull) estouraram durante os treinamentos e a corrida, vencida por Michael Schumacher, teve apenas os carros da Ferrari, Minardi e Jordan na pista, pois as equipes usavam pneus Bridgestone.

Após sediar uma etapa no início dos anos 90, em Phoenix, no Arizona, os Estados Unidos deixaram de aparecer no calendário até o retorno para o tradicional circuito do estado de Illinois nos anos 2000. No entanto, a volta não fez sucesso nem nas arquibancadas, nem dentro da pista.

"Fiquei muito empolgado com o retorno a Indianápolis, mas demos um tiro no próprio pé com aquele fiasco dos pneus", declarou, fazendo menção a um motivo além do técnico para o fracasso da etapa, excluída do calendário um ano depois.

"Para ser honesto, não tinha nada a ver com os pneus, era tudo política. Eu me lembro de dizer pelo rádio ''eu vou começar a corrida, eu vou começar a corrida", concluiu, referindo-se ao impasse entre Bernie Ecclestone, chefe comercial da Fórmula 1, e o dono do circuito, Tony George, que não chegaram a um acordo para renovação de contrato.

fonte: terra.com.br
Foto: AP

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