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Tremor de terra interrompre treinos da Ferrari

A Ferrari informou esta terça-feira ter interrompido os treinos que decorriam na pista de teste da marca, em Maranello, devido ao tremor que foi sentido no nordeste de Itália nesta manhã.


"Devido ao terramoto, foi suspensa a jornada de trabalho. Assim, todos os empregados e trabalhadores poderão juntar-se às suas famílias", declarou a Ferrari em comunicado.

Os treinos decorriam desde segunda-feira numa das fábricas da marca e tinham em vista a preparação para o GP Canadá, que será disputado entre 8 e 10 de junho.

O piloto Fernando Alonso confirmou a notícia através do Twitter: "Continua o terramoto e decidiu-se parar com as atividades na fábrica. Todos para casa..."

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F-Truck: Dirani vê adversários fortes e trabalha por volta ao pódio em Goiânia

Piloto da Ford comemora detecção de problemas que comprometeram rendimento do caminhão em Caruaru.

O desempenho aquém do esperado na terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, realizada na primeira semana de maio na pista pernambucana de Caruaru, levou a Ford Racing Trucks/DF Motorsport a uma avaliação minuciosa da configuração técnica de seus caminhões. Uma sessão de testes no autódromo de Interlagos intensificou a preparação da equipe de Sorocaba para a quarta etapa, marcada para domingo (3) em Goiânia.

“Nós não estamos onde gostaríamos de estar, mas as coisas estão melhorando”, diz o paulista Danilo Dirani, animado depois dos testes. “O nosso caminhão voltou a ser rápido, a gente encontrou os problemas nesse treino em São Paulo”, comemora o piloto, sem esconder sua insatisfação com o 11º lugar conquistado na terceira etapa, dia 6 de maio em Caruaru. “A gente teve muitos problemas lá, mas vamos vir bem fortes para a próxima corrida”, diz.

Dirani enfrentou problemas nas três corridas já disputadas. “A corrida do Velopark era de adaptação à cabine nova, e a gente tinha chance de pódio, aí caiu o cabo da bateria e perdi, chance de pontuar bem. No Rio, mesmo com o incidente nos treinos, eu sabia que poderia estar entre os três primeiros, era o terceiro na corrida e levei uma batida que me tirou de combate. Caruaru foi uma etapa atípica, ficamos muito aquém do nosso potencial”, resume.

A expectativa de Dirani para a disputa do fim de semana é promissora. “O Djalma sempre teve um acerto muito bom do caminhão Ford para Goiânia”, frisa, citando Djalma Fogaça, ex-piloto e chefe de sua equipe, a Ford Racing Trucks-DF Motorsport. “No ano passado eu estava entre os cinco no grid, mas o meu caminhão fez fumaça na classificação e tive que largar lá de último. Já era quinto quando tive um incidente e terminei em oitavo”, lembra.

A etapa goiana traz boas lembranças a Dirani. Foi justamente na pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em 2009, que o paulista conquistou seu primeiro pódio na categoria, com um segundo lugar. Ele acredita voltar a figurar no pódio. “Nosso equipamento rende bem lá. Claro que todas as marcas estão bem, é difícil eu pensar em conquistar pole, mas com certeza temos de ficar entre os cinco no grid. Aí, é ver o que a corrida nos oferece”, estipula.

Os treinos para a etapa goiana terão início nesta sexta-feira (1º). Serão duas sessões de 60 minutos, marcadas para as 10h30 e as 14h. No sábado (2) haverá mais dois treinos livres, às 8h30 e às 10h30, e a tomada de tempos definindo o grid, a partir das 13h30, com transmissão ao vivo no site da Truck. A corrida de domingo, que terá em disputa o Grande Prêmio Petrobras, terá largada às 13h e será transmitida ao vivo, em HD, pela Rede Bandeirantes.

Após três das dez etapas, a classificação do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck é a seguinte:

1º) Beto Monteiro (PE/Iveco), Scuderia Iveco, 79
2º) André Marques (SP/MAN-Volkswagen), RM Competições, 58
3º) Wellington Cirino (PR/Mercedes-Benz), ABF/Mercedes-Benz, 38
4º) Felipe Giaffone (SP/MAN-Volkswagen), RM Competições, 35
5º) Roberval Andrade (SP/Scania), Ticket Car Corinthians Motorsport, 34
6º) Paulo Salustiano (SP/Volvo), ABF/Volvo, 27
7º) Adalberto Jardim (SP/MAN-Volkswagen), AJ5 Competições, 21
8º) Renato Martins (SP/MAN-Volkswagen), RM Competições,, 19
9º) Leandro Reis (GO/Scania), Original Reis Competições, 18
9º) Leandro Totti (PR/Mercedes-Benz), ABF Racing Team, 18
11º) Geraldo Piquet (DF/Mercedes-Benz), ABF/Mercedes-Benz, 15
12º) Débora Rodrigues (SP/MAN-Volkswagen), RM Competições, 14
13º) João Marcos Maistro (PR/Volvo), Clay Truck Racing, 13
14º) Fred Marinelli (SP/Iveco), Marinelli Competições, 11
15º) Diumar Bueno (PR/Volvo), DB Motorsport, 10
16º) Luiz Pucci (ARG/Volvo), ABF/Volvo, 9
17º) Christian Fittipaldi (SP/Mercedes-Benz), ABF/Mercedes-Benz, 7
18º) Valmir Benavides (SP/Iveco), Scuderia Iveco, 5
18º) Pedro Gomes (SP/Ford), Ford Racing Trucks-DF Motorsport, 5
20º) Danilo Dirani (SP/Ford), Ford Racing Trucks-DF Motorsport, 4
20º) Pedro Muffato (PR/Scania), Muffatão, 4
20º) Luiz Lopes (SP/Mercedes-Benz), ABF Racing Team, 4
23º) Régis Boessio (RS/Mercedes-Benz), ABF Desenvolvimento Team), 2

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GP de Mônaco: Veja as melhores Imagens do GP






Alçado à condição de pole position por uma punição da FIA a Michael Schumacher, o mais rápido do treino qualificatório, o australiano Mark Webber honrou o presente na manhã deste domingo: em uma prova com direito a final emocionante, ele dominou o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada da Fórmula 1, conquistando sua primeira vitória em 2012 e dando à Red Bull o segundo triunfo; veja fotos da corrida  Foto: AP

Nico Rosberg (esq.), da Mercedes e Fernando Alonso (dir.), da Ferrari, completaram o pódio em segundo e terceiro lugar respectivamente  Foto: AP

Com pódio mais próximo em Mônaco, pilotos castigaram os jornalistas com a tradicional guerra de champanhe   Foto: Reuters

Felipe Massa perseguiu o companheiro de equipe, Fernando Alonso, durante a maior parte da corrida  Foto: Reuters

Romain Grosjean abandona o GP de Mônaco após causar acidente na largada  Foto: Reuters

Mark Webber largou na pole position em Mônaco  Foto: Reuters

Mark Webber manteve a liderança na largada em Mônaco, enquanto que Grosjean acabou rodando  Foto: AP

Pastor Maldonado abandonou a prova após acidente  Foto: AP

Sebastian Vettel fez boa prova, chegando a brigar pelo pódio  Foto: AP

Mark Webber manteve a liderança durante a maior parte da prova  Foto: AP

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GP Mônaco: Webber cerra os dentes e vence

Mark Webber (Red Bull-Renault) venceu neste domingo o GP de Mônaco, sexta prova do Mundial de F1. Nico Rosberg (Mercedes GP) e Fernando Alonso (Ferrari) completaram o pódio.

O australiano, que largou da "pole position" para somar o segundo triunfo da carreira em Mônaco, é o sexto vencedor diferente em seis provas disputadas na temporada, algo inédito na história da F1.

A ameaça de chuva forte - chegou a "pingar" - trouxe alguma emoção ao final da corrida, com os seis primeiros carros muito perto, mas sem que os pilotos arricassem a ultrapassagem.

Webber acabou por admitir que passou por algumas dificuldades nas últimas voltas, mas cerrou os dentes e agarrou o triunfo.

Com este resultado, Alonso fica isolado na liderança do Mundial, com 76 pontos, mais três do que os pilotos da Red Bull-Renault, Sebastian Vettel (4.º nesta corrida) e Webber - Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) - 5.º - é 4.º, com 63.

O triunfo de Webber surge numa altura em que a Red Bull-Renault é o centro de nova polémica relacionada com outra infração do regulamentos.

O RB8 tem um "buraco" no chão, antes das rodas traseiras, que McLaren, Ferrari e Mercedes estão questionando, de acordo com o "autosport.com".

A próxima prova, o GP do Canadá, será no dia 10 de junho, no circuito de Montreal.

Classificação:

1. Mark Webber (Austrália), Red Bull-Renault, 1h46:06.557
2. Nico Rosberg (Alemanha), Mercedes GP, a 0.643
3. Fernando Alonso (Espanha), Ferrari, a 0.947
4. Sebastian Vettel (Alemanha), Red Bull-Renault, a 1.343
5. Lewis Hamilton (Grã-Bretanha), McLaren-Mercedes, a 4.101
6. Felipe Massa (Brasil), Ferrari, a 6.195
7. Paul Di Resta (Grã-Bretanha), Force India-Mercedes, a 41.500
8. Niko Hulkenberg (Alemanha), Force India-Mercedes, a 42.500
9. Kimi Raikkonen (Finlândia), Lotus Renault, a 44.000
10. Bruno Senna (Brasil), Williams-Renault, a 44.500
11. Sergio Pérez (México), Sauber-Ferrari, a 1 volta
12. Jean-Éric Vergne (França), Toro Rosso-Ferrari, a 1 volta
13. Heikki Kovalainen (Finlândia), Caterham-Renault, a 1 volta
14. Timo Glock (Alemanha), Marussia-Cosworth, a 1 volta
15. Narain Karthikeyan (Índia), Hispania-Cosworth, a 2 voltas

Mundial de Pilotos (após 6 provas):

1. Alonso, 76 pontos
2. Vettel, 73
3. Webber, 73
4. Hamilton, 63
5. Rosberg, 59
6. Raikkonen, 51
7. Button, 45
8. Grosjean, 35
9. Maldonado, 29
10. Pérez, 22
11. Di Resta, 21
12. Kobayashi, 19
13. Senna, 15
14. Massa, 10
15. Hulkenberg, 7
16. Vergne, 4
17. Schumacher, 2
18. Ricciardo, 2

Mundial de Construtores:

1. Red Bull-Renault, 146
2. McLaren-Mercedes, 108
3. Ferrari, 86
4. Lotus-Renault, 86
5. Mercedes GP, 61
6. Williams-Renault, 44
7. Sauber-Ferrari, 41
8. Force India-Mercedes, 28
9. Toro Rosso-Ferrari, 6

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F-Indy: Castroneves mantém a vice-liderança, mesmo se livrando de um acidente que poderia ter consequências graves

Com um carro equilibrado e uma estratégia pré-definida para seis paradas, Helio Castroneves iniciou com uma expectativa de ótimo resultado a 96ª Indy 500, prova realizada neste domingo, 27, no Indianapolis Motor Speedway e válida pela quinta etapa do IZOD IndyCar Series. Entretanto, visto o acidente no qual foi envolvido ainda na 80ª volta, o 10º lugar acabou se constituindo em algo positivo, potencializado por manter a vice-liderança e diminuir a distância que o separa do líder Will Power, seu companheiro da equipe Penske.

Focado em cumprir à risca a estratégia desde a largada, Castroneves figurava entre os 12 primeiros buscando economizar combustível e pneus, em que pese a velocidade compatível com os líderes. Foi nessa ocasião que Will Power sofreu um acidente que acabou com sua corrida e, por tabela e involuntariamente, alijou Castroneves de uma melhor performance. Isso porque umas das rodas que escapou do DallaraDW12 Chevrolet #12, devido a violência do choque, voou e atingiu justamente o piloto brasileiro em sua roda dianteira direita.

Apesar de ter sido de raspão, eliminou o grande diferencial do carro que era justamente o equilíbrio. A equipe ainda tentou, nos pits subsequentes, efetuar reajustes na asa dianteira para tentar minimizar o dano, mas os esforços não foram o bastante. “Foirealmente uma pena, pois meu carro estava muito bom e nossa estratégia estava funcionando. Mas com o choque, passou a trepidar demais e eu não podia arriscar muito porque o carro saía muito de frente e, para falar a verdade, tive sorte de não ficar por ali mesmo com a suspensão quebrada ou algo pior”, disse Castroneves, referindo-se ao risco que correu de ser atingido na cabeça.

Para ele, o lado positivo foi que “meu pessoal do Shell V-Power Pennzoil Team Penske fez um trabalho fantástico durante o mês de maio e só não conseguimos ir mais à frente por uma dessas coisas de corrida, mas vamos que vamos e no campeonato estamos bem”,finalizou o piloto no carro #3, às vésperas do teste que fará na terça-feira em Milwaukee e da prova de Detroit, no próximo domingo.

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F-Indy: Bia Figueiredo fala da sua Indy 500

Pilotando o carro 25 da Ipiranga Andretti Autosport, Ana Beatriz Figueiredo (Ipiranga /Bombril / STI Semp Toshiba /Language Training Center /Officer) terminou na 23ª posição a 96ª edição da Indy 500, as 500 Milhas de Indianápolis.

“Começamos de maneira bastante conservadora, até porque não conseguimos treinar com o acerto de corrida, não tinha noção de como o carro ia se comportar, e estávamos nos mantendo com cautela. Mas tive que antecipar meu segundo pit stop porque teve um vazamento no pneu traseiro direito, e com isso perdemos uma volta. O carro parecia estar bom, mas um pouco lento. Decidimos fazer umas mudanças, a seguir fiquei no tráfego pesado, e quando fui completar uma ultrapassagem sobre o Ed Carpenter, perdi a traseira na saída da curva 1, e rodei. Foi muito repentino, não consegui consertar e para minha sorte só quebrou uma parte da asa traseira”, Bia Figueiredo descreve sua prova até a volta 98.

Com o aerofólio traseiro trocado, e nove voltas perdidas, ela voltou à pista. “Mas aí já com outro foco, de completar a corrida e ganhar o máximo de posições possível, e nisto fomos bem sucedidos. Em Indianápolis, tudo tem que ser perfeito, não pode ter um erro. E a gente não conseguiu ser perfeito. Mas acabamos tendo o segundo melhor resultado da equipe. Foi um prazer trabalhar com a Andretti. Infelizmente não tivemos como finalizar o acerto do carro para a corrida da maneira que deveria ser feito. Hoje não foi o nosso dia, mas o saldo deste mês em Indianápolis foi positivo e eu ganhei mais uma Indy 500 de experiência”, diz Bia.

Em sua corrida com a Andretti em circuito oval com o novo carro da Indy, que não testou antes, a brasileira fez uma boa evolução na semana de treinos, chegando ao top 10 nas últimas sessões. Mas, depois de conquistar a 13ª posição do grid, teve problemas com o carro e não conseguiu voltar à pista para testar o acerto de corrida no Bump Day e no Carb Day.

“A Indy 500 é um grande e fascinante desafio e eu me sinto muito feliz por ter participado pela terceira vez dessa corrida especial e pela confiança dos meus patrocinadores e da Andretti. Vamos lutar para estarmos aqui novamente no ano que vem”, conclui a pilota da Ipiranga Andretti Autosport.

Resultado Indy 500 2012

1 Dario Franchitti
2 Scott Dixon
3 Tony Kanaan
4 Oriol Servià
5 Ryan Briscoe
6 James Hinchcliffe
7 Justin Wilson
8 Charlie Kimball
9 Townsend Bell
10 Helio Castroneves
11 Rubens Barrichello
12 Alex Tagliani
13 Graham Rahal
14 J. R. Hildebrand
15 James Jakes
16 Simon Pagenaud
17 Takuma Sato
18 Ernesto Viso
19 Michel Jourdain Jr.
20 Sébastien Bourdais
21 Ed Carpenter
22 Katherine Legge
23 Ana Beatriz
24 Marco Andretti
25 Josef Newgarden
26 Sebastián Saavedra
27 Ryan Hunter-Reay
28 Will Power
29 Mike Conway
30 Bryan Clauson
31 Wade Cunningham
32 Jean Alesi
33 Simona de Silvestro

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F-Indy: Um terceiro lugar para abrilhantar a corrida de Kanaan

Brasileiro lutou pela vitória até a batida de Takuma Sato na última volta, que causou a bandeira amarela fina

"Primeiro, preciso dizer que amo esse lugar. Amo estar aqui, e vou lutar muito para vencer aqui. Foi muito bom, com os três melhores amigos do Dan (Wheldon) lutando pela vitória e decidindo quem faria o melhor para ele. Tentei o máximo, mas não foi hoje". A visão de Tony Kanaan sobre sua 11ª participação nas 500 Milhas de Indianápolis, foi de quem se divertiu na corrida e mostrou grande espírito de luta, mesmo sabendo ter um equipamento inferior ao dos líderes.

Tony fez uma corrida tranquila, sempre andando entre os dez primeiros, e passou a atacar nas 20 voltas finais. Na última relargada, a sete voltas do final, o brasileiro passou cinco carros e assumiu a liderança, levantando o público de 500 mil pessoas nas arquibancadas do Indianapolis Motor Speedway. "A primeira coisa que fiz quando passei os cinco carros na relargada foi olhar para as arquibancadas, porque eu queria ver as pessoas. Elas estavam todas de pé e torcendo por mim. Durante a bandeira amarela eu pude ver mais. As pessoas gritavam", lembrou.

No final, Kanaan viu de camarote o lance decisivo da corrida, entre Takuma Sato e Dario Franchitti. O japonês, em segundo, abriu a volta final colocando seu carro por dentro na curva 1 tentando passar o escocês. Entretanto, o piloto da Rahal/Letterman/Lanigan perdeu o controle de seu carro e bateu no muro, causando a bandeira amarela que sacramentou o resultado final da prova.

"Na última volta eu estava tentando armar a ultrapassagem sobre Scott (Dixon). Eu sabia que na relargada eu seria uma presa para eles e quando vi Takuma (Sato) indo para o lado de dentro tentando passar Dario eu falei ‘ou vão os dois para o muro e passo Dixon para vencer, ou o Dario vai ganhar’, e Dario venceu", comentou.

No fim, Tony resume seu domingo como sendo de muita diversão, e lembrou do amigo Dan Wheldon, que venceu a prova no ano passado, e morreu na corrida final de 2011 em um acidente na corrida de Las Vegas. E não lamentou o resultado.

"Lutar pela vitória até o final e terminar assim... Não é uma derrota. Eu me diverti muito. É incrível. Amo esse lugar. Foi uma grande corrida e uma grande maneira de honrar Dan Wheldon. Foi um grande dia", concluiu.

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F-Indy: Rubens é o melhor estreante das 500 Milhas de Indianápolis

Brasileiro da KV Racing fez uma grande primeira corrida de sua carreira em circuito oval

A estreia de Rubens Barrichello correndo em circuito oval era cercada de grande expectativa. O brasileiro, veterano de 19 temporadas na Fórmula 1, deu novos rumos à carreira e encarou sua primeira experiência em ovais justamente no mais difícil de todos, nas 500 Milhas de Indianápolis. E Rubens foi o melhor "rookie" da prova, terminando na 11ª posição. Largando da décima posição, Rubens fez uma prova segura e sólida. Andando bem no tráfego, se livrou com muita confiança das confusões, e forçou o ritmo em momentos chave. O brasileiro cruzou a linha de chegada como o melhor entre os estreantes de Indianápolis.

"Meu carro estava com um pouco de pressão aerodinâmica a mais, até para ser mais confortável e seguro, mas terminei acelerando tudo. Foi diferente de tudo que já tinha feito até então. Gostei muito, e estou bem feliz de ter andado no pelotão da frente em minha primeira corrida em Indianápolis", disse Barrichello, bastante cumprimentado pelo time.

"Estou muito honrado por tudo que minha equipe fez, pelo ótimo trabalho e por me manter seguro o tempo todo. Após a prova de hoje, só tenho que respeitar ainda mais o que esses caras fazem aqui. Minha equipe fez um excelente trabalho, e estou muito orgulhoso por isso, pois tive uma tarde maravilhosa aqui", resumiu o brasileiro.

A vitória ficou com escocês Dario Franchitti, que conquistou o seu tricampeonato no tradicional oval de 2,5 Milhas. No próximo domingo (3), Rubens volta a disputar uma prova em circuito misto, desta vez, no circuito de Detroit.

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F-Indy: Em final eletrizante, Franchitti vence as 500 Milhas de Indianápolis

Corrida sempre reserva momentos dramáticos nas últimas voltas, e desta vez não foi diferente. Escocês conquistou sua terceira vitória depois de batida de Takuma Sato no muro. Tony Kanaan, em terceiro, foi o melhor brasileiro

Os 34 graus de temperatura no Indianapolis Motor Speedway reservaram, de fato, uma corrida quente na 96ª edição das 500 Milhas de Indianápolis. A prova deste ano bateu o recorde de mudanças na liderança, com 39 trocas, superando o maior índice anterior, que era de 30, na corrida de 1960. E o vencedor só foi conhecido a uma volta do final. Dario Franchitti, escocês da Ganassi-Honda, venceu pela terceira vez a mais tradicional corrida do automobilismo norte-americano - venceu em 2007 e 2010.

E a vitória veio com dobradinha da Ganassi. Scott Dixon terminou em segundo lugar, e Tony Kanaan, que liderou a corrida até a última relargada, chegou em terceiro com o carro da KV Racing Technology, tendo sido o primeiro entre os bólidos equipados com motores Chevrolet. Oriol Servia, da Panther, largou da 27ª posição para terminar em um excelente quarto lugar.

O pole position Ryan Briscoe, da Penske, terminou a prova na quinta colocação, seguido por James Hinchcliffe, da Andretti, Justin Wilson, da Dale Coyne, Charlie Kimball, da Ganassi, e Helio Castroneves, da Penske, fechando os dez primeiros. Rubens Barrichello fez sua estreia em ovais em grande estilo, e terminou em 11º - o primeiro entre os estreantes. Bia Figueiredo enfrentou problemas, rodou durante a prova, mas conseguiu voltar para terminar em 23º lugar, a dez voltas do vencedor.

A CORRIDA

Com uma largada limpa e sem incidentes, os pilotos começaram em ritmo forte. Na frente, Ryan Briscoe, James Hinchcliffe e Marco Andretti se revezavam na liderança. Tony Kanaan subia à quinta posição, com Helio Castroneves em sexto, Rubens Barrichello em 14º e Bia Figueiredo em 18º na quinta volta.

Na 11ª volta, a direção de prova deu bandeira preta para os carros de Simona de Silvestro e Jean Alesi, os dois únicos com motores Lotus, por andarem com tempos de volta 105% piores que o do líder. Fim de prova para a suíça e o francês.

A primeira das oito bandeiras amarelas da corrida veio na volta 14, com a rodada de Bryan Clauson na curva 2. O piloto, no entanto, não chegou a bater no muro. No giro seguinte, começou a primeira rodada de pit stops. Com tantos carros na área de boxes, EJ Viso acabou batendo na traseira do carro de Franchitti, que praticamente entrou com o carro virado ao contrário em sua área de pit. O escocês teve que trocar o bico do carro para voltar à prova.

A relargada veio na volta 19 e se seguiu a briga pela ponta entre Briscoe, Hinchcliffe e Andretti por vários giros. O filho de Michael Andretti chegou a abrir liderança confortável na volta 44, com mais de quatro segundos na frente de Briscoe. Na 45, Hinchcliffe foi para os boxes abrindo a segunda rodada de pit stops.

Com o primeiro quarto de corrida concluído, Andretti liderava a corrida, seguido de Hinchcliffe, Briscoe e Takuma Sato. Entre os brasileiros, Tony Kanaan era o sexto, Castroneves o 12º, Barrichello 16º e Bia Figueiredo a 20ª colocada.

Na volta 61, Bobby Rahal, chefe da Rahal/Letterman/Lanigan, pede via rádio para que Takuma Sato controle o ímpeto. O japonês vinha forte buscando a terceira posição em cima de Briscoe. Na 64, iniciou-se a terceira rodada de paradas. Bia e Tony fizeram regulagens na asa de seus carros. Barrichello fez sua terceira parada na volta 74.

Na volta 78, Mike Conway fazia sua parada de maneira desastrosa: ao parar o carro, derrubou dois mecânicos, quebrando parte da asa dianteira do lado esquerdo do carro. Isso, na volta à pista, causou instabilidade e no giro seguinte o inglês acertou o muro da curva 2, levando Will Power consigo - o australiano líder do campeonato não conseguiu desviar. Foi a segunda bandeira amarela da prova.

Na volta 88 veio a relargada, mas a bandeira verde durou pouco. No giro seguinte, Bia Figueiredo rodou entre as curvas 1 e 2 e bateu de traseira no muro. A batida, no entanto, não foi forte o suficiente, e apesar de fazer a brasileira perder bastante tempo, a piloto da Andretti conseguiu voltar à prova. Com isso, o pelotão todo aproveitou para ir aos boxes para abastecer e trocar pneus.

Com bandeira verde, a metade da corrida tinha Scott Dixon em primeiro, Dario Franchitti em segundo, Ryan Hunter-Reay em terceiro, Graham Rahal em quarto, e Takuma Sato em quinto. Kimball, Hildebrand, James Jakes, Townsend Bell, Marco Andretti, Helio Castroneves, Kanaan, Carpenter, Briscoe, Barrichello, Hinchcliffe, Pagenaud, Michel Jourdain Jr e Alex Tagliani eram os 20 primeiros.

Hunter-Reay abandonou a corrida com problemas mecânicos na volta 124. O giro seguinte teve Rubens Barrichello em sua única volta liderada nas 500 Milhas - brasileiro parou nos boxes na volta seguinte, com Tony Kanaan em terceiro lugar.

Na volta 129 Takuma Sato alcançou a liderança, com Franchitti em segundo, seguido de Dixon, Andretti e Rahal. A bandeira amarela foi acionada novamente na volta 146, com o carro do colombiano Sebastian Saavedra parado na saída dos boxes. Isso levou vários carros a fazer nova parada para reabastecimento e troca de pneus.

Com três quartos de corrida concluídos, a relargada foi dada na 153. Franchitti passou Sato e assumiu a liderança, com Dixon também ultrapassando o japonês. Os três primeiros imprimiam forte ritmo, enquanto os dois carros da Ganassi faziam jogo de vácuo se revezando na liderança.

Faltando 37 voltas para o final, Josef Newgarden parou seu carro com problemas mecânicos no gramado e causou nova bandeira amarela. A relargada aconteceu na volta 170, em ritmo fortíssimo e briga boa no pelotão da frente com Franchitti, Dixon, Sato, Justin Wilson, Tony Kanaan e Ed Carpenter.

Dez voltas depois, foi a vez de Ed Carpenter, então quarto colocado, causar nova bandeira amarela. O norte-americano rodou na curva 1, conseguiu não bater no muro e voltou aos boxes para retornar a corrida. A rodada aconteceu exatamente na frente de Tony Kanaan, e Ryan Briscoe, que vinha atrás do brasileiro, passou muito perto de bater no carro de Carpenter.

A relargada aconteceu na 184ª das 200 voltas, e Tony Kanaan deu salto sensacional ao assumir a liderança da corrida. Em ritmo fortíssimo, Franchitti passou o brasileiro na volta seguinte, mas Kanaan deu o troco dois giros depois, exatamente quando Marco Andretti perdia o controle do carro na curva 1 e estampava o muro de Indianápolis.

Nova bandeira amarela, e com Kanaan em primeiro a 13 voltas do final. O piloto da KV Racing pintava como um dos favoritos a vencer a corrida. Atrás dele estavam Franchitti, Dixon, Briscoe, Wilson, Hinchcliffe, Sato, Servia, Barrichello e Townsend Bell fechando os dez primeiros.

Na relargada, Sato ganhou quatro posições e foi para terceiro, jogando Tony Kanaan para a quarta colocação. Nas voltas seguintes, Franchitti e Dixon seguiram se revezando na liderança, e o escocês tomou a primeira posição do companheiro de equipe a duas voltas do final. Takuma Sato surpreendia e ultrapassava Scott Dixon para ser o segundo colocado.

Na abertura da última volta, Sato colocou por dentro de Franchitti na entrada da curva 1. O escocês não aliviou nem deu espaço, e o japonês perdeu o controle do carro, acertando o muro de frente. Fim de corrida para Sato, que tentava sua primeira vitória na Fórmula Indy e escreveria seu nome na história como o primeiro japonês a vencer as 500 Milhas (mesmo assim, foi o primeiro de seu país a liderar a prova).

A bandeira amarela veio somente para consolidar o resultado, com Dario Franchitti em primeiro, Scott Dixon em segundo lugar e Tony Kanaan em terceiro.

Ao final, todas as honrarias e o litro de leite (mais 1 milhão de dólares) ao vencedor, que fez questão de homenagear Dan Wheldon, que venceu a edição passada e morreu na corrida final da temporada 2011 no acidente da corrida Las Vegas.

A sexta etapa da Fórmula Indy acontece no dia 3 de junho (próximo domingo), no GP de Detroit, em circuito de rua.

Resultado final das 500 Milhas de Indianápolis:

1º. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi-Honda), 200 voltas
2º. Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi-Honda), a 0s0295
3º. Tony Kanaan (BRA/KV-Chevrolet), a 0s0677
4º. Oriol Servià (ESP/Panther DDR-Chevrolet), a 2s9166
5º. Ryan Briscoe (AUS/Penske-Chevrolet), a 3s6721
6º. James Hinchcliffe (CAN/Andretti-Chevrolet), a 4s0962
7º. Justin Wilson (ING/Dale Coyne-Honda), a 4s2430
8º. Charlie Kimball (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 4s6056
9º. Townsend Bell (EUA/Schmidt Hamilton-Honda), a 5s6168
10º. Hélio Castroneves (BRA/Penske-Chevrolet), a 7s6352
11º. Rubens Barrichello (BRA/KV-Chevrolet), a 7s9240
12º. Alex Tagliani (CAN/BHA-Honda), a 8s2543
13º. Graham Rahal (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 8s7539
14º. J. R. Hildebrand (EUA/Panther-Chevrolet), a 11s3423
15º. James Jakes (ING/Dale Coyne-Honda), a 13s4494
16º. Simon Pagenaud (FRA/Schmidt Hamilton-Honda), a 14s1382
17º. Takuma Sato (JAP/Rahal Letterman-Honda), a 1 volta
18º. Ernesto Viso (VEN/KV-Chevrolet), a 1 volta
19º. Michel Jourdain Jr. (MEX/Rahal Letterman-Honda), a 1 volta
20º. Sébastien Bourdais (FRA/Dragon-Chevrolet), a 1 volta
21º. Ed Carpenter (EUA/Carpenter-Chevrolet), a 1 volta
22º. Katherine Legge (ING/Dragon-Chevrolet), a 1 volta
23º. Bia Figueiredo (BRA/AFS Andretti-Chevrolet), a 10 voltas

Não completaram:
Marco Andretti (EUA/Andretti-Chevrolet) - acidente
Josef Newgarden (EUA/Fisher Hartman-Honda) - mecânico
Sebastián Saavedra (COL/AFS Andretti-Chevrolet) - mecânico
Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Chevrolet) - mecânico
Will Power (AUS/Penske-Chevrolet) - acidente
Mike Conway (ING/A. J. Foyt-Honda) - acidente
Bryan Clauson (EUA/Fisher Hartman-Honda) - mecânico
Wade Cunningham (NZL/A. J. Foyt-Honda) - mecânico
Jean Alesi (FRA/Fan Force-Lotus) - bandeira preta
Simona de Silvestro (SUI/Fan Force-Lotus) - bandeira preta

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